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handshake MP-MS 57Q

Direito Civil.

57 questões discursivas de 2004 a 2024 — 2ª fase Promotor de Justiça do MP-MS.

01
2024 2 pontos
Direito de família Dissolução da sociedade conjugal Regime de bens entre os cônjuges Alimentos
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Discorra sobre os alimentos compensatórios não patrimoniais no Direito de Família, indicando de forma objetiva sua definição, sua natureza e sua base jurídica, formulando uma possibilidade prática.

Q138104 · Banca Própria, FAPEC · Promotor de Justiça (MP MS - 2024) · Com consulta
02
2024 2 pontos Direito da Criança e do Adolescente
Direito de família Relações de parentesco Filiação Jurisprudência dos tribunais superiores Família Substituta Adoção
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Embora a Lei n.º 8.069/90 (ECA) proíba expressamente a adoção por ascendentes e irmãos do adotando, a Quarta Turma do STJ, já em 2020, em decisão proferida em um Recurso Especial, tendo como Relator o Ministro Luis Felipe Salomão, mitigando essa proibição, criou importante precedente, estabelecendo alguns critérios para que, excepcionalmente, seja possível a adoção avoenga. Tais critérios têm sido frequentemente observados desde então nos julgamentos dessa espécie de adoção. Apresente quais são esses critérios.

Q138105 · Banca Própria, FAPEC · Promotor de Justiça (MP MS - 2024) · Com consulta
03
2024 1 ponto
Lei nº /e suas alterações (Registros Públicos
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Considerando a Teoria Geral do Registro de Imóveis (Lei n.º 6.015/1973), discorra a respeito do princípio da rogação ou instância e indique as exceções ao referido princípio.

Q138106 · Banca Própria, FAPEC · Promotor de Justiça (MP MS - 2024) · Com consulta
04
2024 2 pontos
Obrigações Obrigações líquidas e ilíquidas Inadimplemento das obrigações Mora Correção Monetária Contratos Responsabilidade Contratual Responsabilidade civil Dano moral, dano material, dano estético Responsabilidade Civil Extracontratual ou Aquiliana Jurisprudência dos tribunais superiores
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No âmbito da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, especifique:

A - o termo inicial da incidência de juros de mora nos casos de responsabilidade civil extracontratual para o dano material e o dano moral (0,50);

B - o termo inicial da incidência de juros de mora nos casos de responsabilidade civil contratual para o dano material nas obrigações líquidas e ilíquidas (0,50);

C - o termo inicial da incidência de juros de mora nos casos de responsabilidade civil contratual para o dano moral (0,50);

D - o termo inicial da incidência da correção monetária nos casos de dano material e de dano moral (0,50).

Q138108 · Banca Própria, FAPEC · Promotor de Justiça (MP MS - 2024) · Com consulta
05
2024 2 pontos
Teoria Geral do Direito Civil Princípios gerais do direito Obrigações Conceito, direitos, deveres e elementos Contratos Princípios Responsabilidade civil Abuso de Direito Negócio jurídico Atos jurídicos lícitos e ilícitos
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No espectro do princípio da boa-fé objetiva, positivado expressamente no Código Civil, por exemplo, nos arts. 113, 187 e 422:

A - disserte sobre a suppressio e a surrectio, definindo-os (0,50);

B - especifique e disserte acerca dos requisitos da suppressio e da surrectio (0,50);

C - há diferença entre a suppressio e a renúncia tácita? Disserte (0,50);

D - há diferença entre a suppressio e o venire contra factum proprium? Explique-a (0,50).

Q138109 · Banca Própria, FAPEC · Promotor de Justiça (MP MS - 2024) · Com consulta
06
2024 1 ponto
Jurisprudência dos tribunais superiores Prescrição e decadência
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Analise a situação hipotética abaixo e disserte sobre as perguntas a seguir:

Durante uma discussão de trânsito ocorrida entre dois condutores devidamente habilitados, já sob a vigência do atual Código Civil, um dos motoristas sacou uma arma de fogo e desferiu disparos que atingiram, mortalmente, duas pessoas maiores e capazes. O atirador foi preso em flagrante. Uma das vítimas era casada, sem filhos. A outra vítima tinha um filho recém-nascido, porém não era casado.

A - Qual o termo inicial do prazo prescricional para a ação de indenização a ser proposta pela viúva do falecido casado e sem filhos segundo a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (0,50)?

B - Qual o termo inicial do prazo prescricional para a ação de indenização a ser proposta pelo filho recém-nascido, devidamente representado por sua mãe, segundo a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (0,50)?

Q138110 · Banca Própria, FAPEC · Promotor de Justiça (MP MS - 2024) · Com consulta
07
2023 1 ponto 80 linhas
Direitos reais Usucapião
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Disserte sobre a usucapião de bens imóveis, abordando, discursivamente, acerca:

A - Do conceito e natureza jurídica; (0,25 ponto)

B - Dos requisitos pessoais; (0,25 ponto)

C - Dos requisitos formais; (0,25 ponto)

D - Das espécies de usucapião previstas no Código Civil brasileiro, indicando os dispositivos legais e respectivos requisitos. (0,25 ponto)

Q76179 · Banca Própria, Instituto AOCP · Promotor de Justiça (MP MS - 2023) · Com consulta
08
2023 1 ponto 80 linhas
Obrigações Boa-fé Responsabilidade civil Abuso de Direito Jurisprudência dos tribunais superiores
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Disserte sobre o abuso de direito, abordando, discursivamente, acerca:

A - Da natureza jurídica; (0,25 ponto)

B - Da distinção entre boa-fé subjetiva e boa-fé objetiva; (0,25 ponto)

C - Da análise comparativa entre os art. 186 e 187 do Código Civil; (0,25 ponto)

D - Da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça sobre o assédio processual. (0,25 ponto)

Q76180 · Banca Própria, Instituto AOCP · Promotor de Justiça (MP MS - 2023) · Com consulta
09
2023 1 ponto 80 linhas
Direito das sucessões Sucessão legítima Abertura da Sucessão Sucessão Hereditária
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Disserte sobre a aceitação e a renúncia da herança, abordando, discursivamente, acerca:

A - Da necessidade ou dispensa de um ato de aceitação da herança. Justifique. E, em qualquer caso, qual é a natureza jurídica da aceitação e o respectivo efeito no tempo; (0,25 ponto)

B - Da classificação das formas de aceitação da herança, explicando-as; (0,25 ponto)

C - Da classificação das formas de renúncia da herança, explicando-as: (0,25 ponto)

D - Da natureza jurídica da renúncia da herança, se no ato da renúncia devem ser expostas as respectivas razões, a partir de que momento a renúncia produz efeitos e se a renúncia pode ser invalidada. (0,25 ponto)

Q76181 · Banca Própria, Instituto AOCP · Promotor de Justiça (MP MS - 2023) · Com consulta
10
2023 1 ponto 100 linhas
Direito de família Relações de parentesco Filiação Bem de família convencional União estável Bens Bem de família legal (Lei /
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Disserte sobre o entendimento jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal em relação aos temas a seguir:

A - Penhorabilidade, ou não, de bem de família de fiador de contrato de locação; (0,20 ponto)

B - Possibilidade, ou não, de reconhecimento jurídico de união estável e de relação homoafetiva concomitantes, com o consequente rateio de pensão por morte; (0,20 ponto)

C - Impenhorabilidade, ou não, de propriedade familiar, localizada na zona rural, que não é o único bem imóvel dessa natureza pertencente à família; (0,20 ponto)

D - Alcance do direito sucessório em face de união estável homoafetiva; (0,20 ponto)

E - Prevalência, ou não, da paternidade socioafetiva em detrimento da paternidade biológica. (0,20 ponto)

Q76182 · Banca Própria, Instituto AOCP · Promotor de Justiça (MP MS - 2023) · Com consulta
11
2023 1 ponto 60 linhas Direito Processual Civil
Direito de família Procedimentos especiais Alimentos Ação de alimentos (Lei nº /
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Em relação à ação de alimentos, discorra sobre:

A - A legitimidade ativa do Ministério Público para ajuizar ação de alimentos em proveito de criança ou adolescente; (0,25 ponto)

B - A obrigação alimentar dos avós; (0,25 ponto)

C - Os efeitos da sentença que reduz, majora ou exonera o alimentante do pagamento da pensão; (0,25 ponto)

D - A pensão alimentícia de filho que atinge a maioridade civil. (0,25 ponto)

Q76183 · Banca Própria, Instituto AOCP · Promotor de Justiça (MP MS - 2023) · Com consulta
12
2020 Direito Processual Civil
Direitos reais Formação, suspensão e extinção do processo Usucapião Jurisprudência dos tribunais superiores
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Mélvio ajuizou ação de usucapião de bem imóvel em desfavor de Tício e conseguiu comprovar nos autos o preenchimento dos requisitos legais que condicionam a prescrição aquisitiva.

Ocorre que, antes do julgamento da ação de usucapião, esse mesmo imóvel foi sequestrado e, posteriormente, teve seu perdimento decretado pelo juízo criminal, porque foi demonstrado, no curso da ação penal, que Tício havia adquirido o bem com proventos de crime.

Após a juntada aos autos da prova da decretação da perda do imóvel por decisão do juízo criminal transitada em julgado, os autos de ação de usucapião foram remetidos ao Ministério Público para manifestação.

O(a) candidato(a) deverá elaborar a manifestação cabível nos autos da ação de usucapião em questão, formulando os requerimentos pertinentes e fazendo referência ao entendimento atual do Superior Tribunal de Justiça. Fundamente a resposta.

(25 Linhas)

(1,0 Ponto)

Q69345 · FAPEC · XXVIII Promotor de Justiça (MP MS - 2020)
13
2020
Direitos reais Habitação Direito de família Direito Real de Habitação Jurisprudência dos tribunais superiores
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Responda fundamentadamente aos seguintes questionamentos:

De acordo com o Superior Tribunal de Justiça, o companheiro sobrevivente tem direito real de habitação sobre o imóvel onde convivia com o falecido? Se possível, subsiste o direito real de habitação se houver coproprietário sobre o imóvel antes da abertura da sucessão?

(0,50 Pontos)

(20 Linhas)

Q69347 · FAPEC · XXVIII Promotor de Justiça (MP MS - 2020)
14
2020
Direito de família Alimentos Obrigação Avoenga Jurisprudência dos tribunais superiores
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Responda fundamentadamente aos seguintes questionamentos:

De acordo com o Superior Tribunal de Justiça, em relação à obrigação de prestar alimentos, quais as consequências advindas de óbito do pai alimentante? Aborde na resposta o surgimento de eventual obrigação alimentar decorrente dos avós, espólio e mãe.

(0,50 Pontos)

(20 Linhas)

Q69349 · FAPEC · XXVIII Promotor de Justiça (MP MS - 2020)
15
2020
Direitos reais Usucapião Jurisprudência dos tribunais superiores
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Responda fundamentadamente aos seguintes questionamentos:

De acordo com o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal, é possível a usucapião especial urbana individual de imóvel situado em loteamento irregular?

(0,50 Pontos)

(20 Linhas)

Q69351 · FAPEC · XXVIII Promotor de Justiça (MP MS - 2020)
16
2020
Pessoas naturais Nome civil Jurisprudência dos tribunais superiores
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De acordo com o Supremo Tribunal Federal, em relação às pessoas transgênero, explique se é possível a alteração de prenome e gênero diretamente no Registro Civil. Aborde na resposta se existem requisitos condicionantes e a fundamentação legal e constitucional sobre o assunto.

(1,0 Ponto)

(25 Linhas)

Q69352 · FAPEC · XXVIII Promotor de Justiça (MP MS - 2020)
17
2020
Responsabilidade civil Nexo de causalidade Teorias do Nexo de Causalidade Jurisprudência dos tribunais superiores
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Qual a teoria adotada pelo Código Civil Brasileiro para explicar o nexo de causalidade na responsabilidade civil?

(1,0 Ponto)

(25 Linhas)

Q69353 · FAPEC · XXVIII Promotor de Justiça (MP MS - 2020)
18
2020
Direito das sucessões Sucessão legítima Sucessão testamentária Jurisprudência dos tribunais superiores
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Na hipótese de um embrião concebido antes da morte do testador ou durante o prazo de dois anos contados da abertura da sucessão, estando preservado em laboratório e não implantado no útero materno, o referido embrião poderia ser beneficiado pela deixa testamentária? Fundamente a resposta.

(1,0 Ponto)

(25 Linhas)

Q69356 · FAPEC · XXVIII Promotor de Justiça (MP MS - 2020)
19
2016 1,0 ponto
Negócio jurídico Disposições gerais
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Tratando-se de negócio jurídico, explique no que consiste o princípio da cognoscibilidade e seu âmbito de aplicação pelo Código Civil de 2002.

(Resposta em 20 linhas, no máximo)

Q10208 · Banca Própria · Promotor de Justiça (MP MS - 2016)
20
2016
Direito de família Pessoas jurídicas Desconsideração da personalidade jurídica Jurisprudência dos tribunais superiores
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É possível a desconsideração inversa da personalidade jurídica no Direito de Família? Explique e dê o posicionamento da jurisprudência atual. (1,0 ponto) (Resposta em 20 linhas, no máximo)

Q10209 · Banca Própria · Promotor de Justiça (MP MS - 2016)
21
2016 1,0 ponto
Direito de família União estável Jurisprudência dos tribunais superiores
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Quais os efeitos jurídicos decorrentes da união homoafetiva? Aborde os efeitos pessoais e patrimoniais.

(Resposta em 20 linhas, no máximo)

Q10210 · Banca Própria · Promotor de Justiça (MP MS - 2016)
22
2016 Direito Administrativo
Responsabilidade civil Dano moral, dano material, dano estético Responsabilidade civil objetiva Responsabilidade civil do Estado Jurisprudência dos tribunais superiores
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A, servidora pública municipal, trabalhava como técnica de administração pública no Hospital Municipal de Inocêncio (cidade fictícia), do Estado de Mato Grosso do Sul. No desempenho de suas atividades laborais, efetuava o transporte de material potencialmente infectocontagioso, consistente no sangue e urina de recém-nascidos.

O Município não pagava adicional de insalubridade, submetendo a servidora a situação de contágio, sem opção de mudança do local onde exercia suas funções ou qualquer outra compensação financeira.

Após a descoberta da gravidez de A, devidamente comunicada à diretoria do Hospital Municipal, nada foi alterado no panorama descrito, continuando a servidora a ser exposta ao risco injustificado, uma vez que, exercendo o cargo de técnica de administração pública, não deveria estar transportando sangue e urina para os exames laboratoriais.

A foi contaminada por citomegalovírus, com consequências desastrosas e permanentes. Seu filho recém-nascido foi acometido da “Síndrome de West”, apresentando um quadro de paralisia cerebral, cegueira, tetraplegia, epilepsia e malformação encefálica, decorrente da infecção por citomegalovírus contraída por A, durante o período de gestação, quando trabalhava no berçário do hospital público.

Ainda durante os diagnósticos de pré-natal, realizados por médicos que atendiam no mesmo local, apesar de obrigatórios, não foram solicitados exames que poderiam detectar a infecção por citomegalovírus e possibilitariam a adoção de providências para minorar as lesões do feto.

Após o nascimento da criança, a situação retratada gerou grave sofrimento para A e sua família, além de vultosas despesas, incompatíveis com sua situação econômica, para arcar com tratamento clínico da enfermidade e suas repercussões.

Essa situação foi levada ao conhecimento do(a) único(a) Promotor(a) de Justiça da comarca de Inocêncio. Indaga-se: Estão presentes os elementos estruturais da responsabilidade do Poder Público? Indique os fundamentos doutrinários e jurisprudenciais pertinentes. (1,5 ponto) (Resposta em 25 linhas, no máximo)

Q10211 · Banca Própria · Promotor de Justiça (MP MS - 2016)
23
2016 1,0 ponto Direito Processual Civil
CPC/
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Tratando-se de procedimento administrativo de dúvida, previsto na Lei dos Registros Públicos (Lei nº 6.015/1973), explique a natureza da intervenção do Ministério Público, inclusive sobre a abrangência do recurso de apelação. Indique os fundamentos jurídicos.

(Resposta em 20 linhas, no máximo)

Q10212 · Banca Própria · Promotor de Justiça (MP MS - 2016)
24
2016 Direito Processual Civil
CPC/
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TÍCIO, menor impúbere, representado por sua mãe, ajuíza ação de investigação de paternidade cumulada com alimentos em face de CAIO, seu suposto pai. Decretada a revelia de CAIO, o magistrado julgou antecipadamente o mérito, com procedência do pedido. Não houve produção de prova testemunhal ou pericial.

Analisando a situação exposta, indaga-se:

A - A atuação do magistrado foi correta? Indique os fundamentos legais do seu entendimento. (0,5 ponto) (Resposta em 10 linhas, no máximo)

B - O Ministério Público, atuando como fiscal da lei, poderá contrariar a posição defendida pelo menor impúbere? Explique fundamentadamente. (0,5 ponto) (Resposta em 10 linhas, no máximo)

Q10213 · Banca Própria · Promotor de Justiça (MP MS - 2016)
25
2016 Direito da Criança e do Adolescente
Direito de família Família Substituta Adoção Adoção Internacional
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É possível que uma organização estrangeira possa atuar na intermediação de adoções internacionais de menores em território nacional? Responda fundamentadamente. (1,0 ponto) (Resposta em 20 linhas, no máximo)

Q10214 · Banca Própria · Promotor de Justiça (MP MS - 2016)
26
2016 1,0 ponto
Obrigações Transmissão das obrigações
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Explique as espécies de assunção de dívida. Indique o fundamento jurídico.

(Resposta em 15 linhas, no máximo)

Q10216 · Banca Própria · Promotor de Justiça (MP MS - 2016)
27
2013
Direito das sucessões Sucessão em geral Sucessão legítima Inventário e partilha
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Há superposição de direitos na hipótese de concomitância da meação, do direito real de habitação e do recebimento de herança pelo cônjuge sobrevivente, quando concorre com ascendentes do falecido? Fundamente.

(0 a 0,75 ponto)

(Sem informação acerca do número de linhas)

Q10155 · Banca Própria · Promotor de Justiça (MP MS - 2013) · Com consulta
28
2013 Direito Processual Civil
CPC/
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João Maria elabora testamento deixando todos os seus bens para o Asilo São João Bosco, situado nesta cidade. O testador falece sem deixar descendentes, ascendentes ou cônjuge.

Leonardo, assistido por sua mãe, filho de irmão premorto de João Maria, ingressa em juízo pleiteando a redução das disposições testamentárias que extrapolam o limite legal, alegando não observância de sua quota legitimária.

Os autos foram ao Ministério Público. Exare manifestação fundamentada.

(0 a 1 ponto)

(Sem informação acerca do número de linhas)

Q10156 · Banca Própria · Promotor de Justiça (MP MS - 2013) · Com consulta
29
2013 Direito Processual Civil
CPC/
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Silvana Paixão faleceu em 25.12.2008, na condição de companheira de Jorge Durão, com quem viveu em união estável, reconhecida judicialmente, por 12 (doze) anos. Não deixou descendentes ou ascendentes, deixando, porém, bens adquiridos na constância da união estável e bens particulares.

O inventário foi aberto pelo irmão de Silvana, Silvio Paixão. Jorge Durão habilitou-se no inventário, mas faleceu no seu curso. Seu filho, Cristiano Durão, menor, com 14 anos, ingressa nos autos, representado por sua genitora, pleiteando sucedê-lo na totalidade da herança, por ser seu único herdeiro e, em consequência, requer a adjudicação de todos os bens. Os irmãos da falecida impugnaram o pedido.

Os autos foram com vista ao Ministério Público. Exare parecer fundamentado (se houver dissídio doutrinário e/ou jurisprudencial, deverá o candidato expor as posições existentes e manifestar, fundamentadamente, o seu entendimento).

(0 a 2 pontos)

(Sem informação acerca do número de linhas)

Q10157 · Banca Própria · Promotor de Justiça (MP MS - 2013) · Com consulta
30
2013
Direito de família Relações de parentesco Tutela
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Estabeleça as diferenças existentes entre o exercício da tutela e do poder familiar. Resposta fundamentada.

(0 a 1 ponto).

(Sem informação acerca do número de linhas)

Q10158 · Banca Própria · Promotor de Justiça (MP MS - 2013) · Com consulta
31
2013 Direito Processual Civil
CPC/
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Sônia Mara propõe ação de alimentos gravídicos em face de José Armando, engenheiro e sócio de pequena empresa de construção civil, requerendo a fixação provisória da verba no equivalente a 03 (três) salários-mínimos.

O magistrado, após audiência de justificação prévia, fixou os alimentos em 01 (um) salário mínimo.

O requerido não foi localizado para citação pessoal, havendo requerimento para realização do ato por edital, ocasião em que a autora, também, requereu a inclusão no polo passivo da avó paterna em caráter complementar, a fim de honrar o pagamento da verba.

Os autos foram ao Ministério Público. Manifeste-se, fundamentadamente.

(0 a 1 ponto)

(Sem informação acerca do número de linhas)

Q10159 · Banca Própria · Promotor de Justiça (MP MS - 2013) · Com consulta
32
2013 Direito Processual Civil
CPC/
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Marcelo Cruz nasceu em 25.09.1985, fruto de relacionamento havido entre Ana Amélia e Valter Assunção, casado com Angélica Maria, com quem teve três filhos, além de outros dois de seu primeiro casamento.

Apesar de não ter efetivado o reconhecimento de Marcelo, o pai biológico sustentava-o desde o nascimento.

Valter Assunção era proprietário de uma gleba de terras de 1.000 (mil) hectares e de uma empresa de metalurgia com ações na bolsa de valores, sendo que desta retirava a mantença de toda família, inclusive, do filho não reconhecido, além das despesas da fazenda que ainda estava em formação.

Valter faleceu em 12.06.2000, quando, então, os filhos do primeiro casamento passaram a arcar com as despesas de subsistência de Marcelo, o que perdurou até setembro de 2003.

A pedido de todos os irmãos, em 2006, Marcelo se submeteu a exame de DNA – patrocinado por eles e realizado em laboratório também por eles escolhido, tendo todos acesso ao laudo, tornando incontroversa a filiação. Neste mesmo ano de 2006, a viúva meeira e os filhos de Valter partilharam os bens por instrumento particular.

Em janeiro de 2008, Marcelo, ainda frequentando curso universitário, ingressou com ação de investigação de paternidade cumulada com petição de herança, requerendo a declaração de sua condição de filho e herdeiro do de cujus Valter Assunção e, consequentemente, a determinação para a restituição da parte que lhe cabe no acervo hereditário. Requereu, ainda, tutela antecipada para proceder retirada mensal de valores da empresa, em igualdade de condições com seus irmãos.

O Juiz deferiu a tutela pretendida na inicial, determinando aos representantes legais da empresa que autorizassem a retirada.

Citados, os requeridos alegaram que o quinhão do requerente está reservado por gleba de terra avaliada por perito que lhe será destinada; a maioria acionária da empresa pertence à viúva meeira; a viúva meeira e os filhos do de cujus partilharam os bens por instrumento particular; o formal de partilha foi homologado e está acobertado pela coisa julgada material desde dezembro de 2006; a viúva e empresa são estranhos ao processo; o autor deixou ultrapassar o lapso prescricional de um ano para propor a ação de anulação de partilha. Requereram, ainda, a revogação da tutela antecipada, sob o argumento de que inexistente pronunciamento judicial de reconhecimento da paternidade e por isso ausente a prova inequívoca exigida pelo art. 273 do Código de Processo Civil, ou, alternativamente, a consignação em juízo dos valores determinados como retirada da empresa.

Discorra, justificadamente, sobre todas as questões abordadas.

(0 a 2,5 pontos)

(Sem informação acerca do número de linhas)

Q10160 · Banca Própria · Promotor de Justiça (MP MS - 2013) · Com consulta
33
2013 Direito Processual Civil
CPC/
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Qual a natureza jurídica da sentença de adoção? É possível desconstituí-la mediante ação anulatória de ato jurídico? Fundamente.

(0 a 1 ponto)

(Sem informação acerca do número de linhas)

Q10161 · Banca Própria · Promotor de Justiça (MP MS - 2013) · Com consulta
34
2012 Direito Empresarial
Jurisprudência dos tribunais superiores Direito de empresa Direito falimentar e recuperacional Lei de Falência e Recuperação - Lei nº /
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Com a edição da Lei 11.101/05, respeitadas as especificidades da falência e da recuperação judicial, pergunta-se:

É competente o Juízo da recuperação judicial para prosseguimento dos atos de execução, tais como alienação de ativos e pagamento de credores, que envolvam créditos apurados em outros órgãos judiciais, inclusive trabalhistas, ainda que tenha ocorrido a constrição de bens do devedor, sim ou não?

Por outro lado, como consectário lógico e direto dos pressupostos e alcance da Lei 11.101/05, qual foi a interpretação do Supremo Tribunal Federal sobre a constitucionalidade dos artigos 60, § único e 141, II?

Responda de forma fundamentada. A questão vale 1,0 (um) ponto.

Q10054 · Banca Própria · Promotor de Justiça (MP MS - 2012)
35
2012
Direito de família Relações de parentesco União estável Direito das sucessões Sucessão em geral Inventário e partilha
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Inventário do patrimônio hereditário de “A”, requerido por “B” e “C”, sobrinhos do autor da herança, cujo óbito ocorreu em 29/07/2005. Declaram que o falecido deixou considerável patrimônio, constituído de imóveis urbanos, várias propriedades rurais e milhares de cabeças de gado a inventariar, e que era solteiro, não possuindo ascendentes, descendentes, tampouco companheira.

Sustentam que dentre os sucessores, o inventariado deixou 4 irmãs, idosas, que deverão concorrer à herança por direito próprio, enquanto os “filhos de duas herdeiras pré-mortas (também irmãs do falecido) a ela concorrerão, por direito de representação, nos termos do disposto nos artigos 1.851 e seguintes do Código Civil, dentre eles “B” e “C”.

Por sua vez, “D”, no início do procedimento, buscou por duas vezes sua admissão no inventário, para concorrer à herança, ao argumento de ter convivido com “A”, em união estável, por mais de 30 anos, alegando que na data da abertura da sucessão, ela se encontrava na posse e administração dos bens deixados pelo falecido. Seus pleitos foram encaminhados às vias ordinárias, de modo que propôs ação declaratória de união estável com pedido de tutela antecipada.

Pergunta-se: Pode “D“, ex-companheira de “A”, requerer seja concedida antecipadamente a posse e a administração da metade (50%) dos bens adquiridos pelo falecido durante o período da união estável, em outras palavras, a sua provável meação? Sob que fundamento? De outro modo, o desate da lide, na hipótese em julgamento, depende das regras sucessórias ou das normas de Direito de Família? A meação do companheiro sobrevivente integra o direito de herança?

Responda de forma fundamentada as indagações. A questão vale 1,0 (um) ponto.

Q10055 · Banca Própria · Promotor de Justiça (MP MS - 2012)
36
2012
Direito das sucessões Sucessão testamentária Inventário e partilha
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“A” faleceu em 22/09/2003, deixando bens imóveis a inventariar, e dois filhos, seus herdeiros, ambos casados. Consta dos autos, ainda, certidão de testamento, por meio do qual os bens deixados pela testadora a “B”, um dos herdeiros necessários, foram gravados de cláusulas de inalienabilidade, incomunicabilidade e impenhorabilidade, extensivas aos respectivos frutos e rendimentos. Ressalta-se que o testamento foi elaborado sob a égide do CC/16.

Pergunta-se: As cláusulas de inalienabilidade, impenhorabilidade e incomunicabilidade, gravadas no testamento sobre os bens da legítima deixados a “B”, um dos herdeiros necessários, ainda que a testadora não tenha declarado a justa causa no prazo de um ano fixado no art. 2.042 do CC/02, devem subsistir ou não?

Responda de forma fundamentada. A questão vale 1,0 (um) ponto.

Q10056 · Banca Própria · Promotor de Justiça (MP MS - 2012)
37
2012
Direito das sucessões Sucessão testamentária Inventário e partilha
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“Maria”, ajuizou Ação de Sonegados contra o Espólio de “João”, representado pela inventariante, objetivando que bem imóvel doado em vida fosse trazido à colação no processo de inventário do genitor em comum. No decorrer do processo, “Sebastiana”, herdeira testamentária, requereu a habilitação nos autos.

Pergunta-se: “Sebastiana”, herdeira testamentária tem legitimidade e direito de exigir à colação bem sonegado pelo Espólio de “João”, em processo de inventário?

Responda de forma fundamentada. A questão vale 1,0 (um) ponto.

Q10057 · Banca Própria · Promotor de Justiça (MP MS - 2012)
38
2012
Contratos Espécies de contratos regulados no Código Civil Compra e venda Jurisprudência dos tribunais superiores Negócio jurídico Existência, eficácia, validade, invalidade e nulidade do negócio jurídico
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Segundo entendimento doutrinário e jurisprudencial majoritário, principalmente do Superior Tribunal de Justiça, a alienação feita por ascendente a descendente é, desde o regime originário do Código Civil de 1916 (art. 1.132), ato jurídico anulável. Tal orientação veio a se consolidar de modo expresso no novo Código Civil/02, art. 496.

Também se consolidou o entendimento de que, para a invalidação desses atos de alienação é necessário, além da iniciativa da parte interessada, outros requisitos. Assim, cite esses outros requisitos, de acordo com entendimento doutrinário e jurisprudencial.

A questão vale 1,0 (um) ponto.

Q10058 · Banca Própria · Promotor de Justiça (MP MS - 2012)
39
2012
Obrigações Inadimplemento das obrigações Contratos Espécies de contratos regulados no Código Civil Compra e venda
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Em 12.07.2000, “A” e sua mulher, celebraram com “C”, contrato de promessa de compra e venda de terreno, com preço a ser pago em 60 prestações mensais e consecutivas. Pagas 31 parcelas, “A” e s/m tornaram-se inadimplentes, imputando à “C” a prática de diversas supostas ilegalidades que teriam dado causa ao descumprimento do contrato. A rescisão do contrato foi motivada em razão da inadimplência dos compradores.

Pois bem, a rescisão de um contrato exige, na medida do possível, que se promova o retorno das partes ao status quo ante. Tendo em mente essa premissa, pergunta-se:

Como deve ser feita a indenização a favor do vendedor “C”, a título de compensação? Por outro lado, “C” vendedor, deve devolver aos compradores algum valor, sim ou não? Em caso positivo, a quantia a ser devolvida e o percentual de retenção compreendem apenas o saldo devedor, objeto de parcelamento em 60 prestações? Ou, também, faria jus os compradores as arras por ocasião do fechamento do negócio.

Responda de forma fundamentada. A questão vale 1,0 (um) ponto.

Q10059 · Banca Própria · Promotor de Justiça (MP MS - 2012)
40
2012
Teoria Geral do Direito Civil LINDB - vigência, aplicação, obrigatoriedade, interpretação e integração das leis Direito das sucessões Sucessão testamentária
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“B”, por meio de testamento público (celebrado em 1982), dispôs que seus bens, após sua morte, deveriam ser divididos em partes iguais entre seus irmãos, sobrinhos e seu filho de criação “C“. O testador, em uma das cláusulas do testamento, deixou expressa a vontade de adotar “C”.

Com seu falecimento, ocorrido em 1999, “C”, já na condição de filho do de cujus (sentença judicial de adoção proferida em 1991), pediu o rompimento do testamento com fulcro no art. 1.750/CC/16, verbis:

“Art. 1.750. Sobrevindo descendente sucessível ao testador, que o não tinha, ou não o conhecia, quando testou, rompe-se o testamento em todas as suas disposições, se esse descendente sobreviver ao testador”.

Pergunta-se: Na presente situação, pode ser aplicado o art. 1.750/CC/16, já que, “B”, testador, ao fazer as liberalidades, tinha consciência de que iria formalizar a adoção de “C”?

Responda de forma fundamentada. A questão vale 1,0 (um) ponto.

Q10060 · Banca Própria · Promotor de Justiça (MP MS - 2012)
41
2012
Obrigações Adimplemento e extinção das obrigações. Novação
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Aponte os requisitos da novação. Distinga a novação objetiva da subjetiva e, por fim, explique a novação subjetiva passiva por delegação e a novação subjetiva passiva por expromissão (liberatória e cumulativa).

Responda de forma fundamentada. A questão vale 1,0 (um) ponto.

Q10062 · Banca Própria · Promotor de Justiça (MP MS - 2012)
42
2012
Negócio jurídico Defeitos do negócio jurídico Dolo
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Em processo de separação consensual, “A” e “B”, por livre e espontânea vontade, transacionaram no seguinte sentido: “A” ficou com a propriedade do imóvel que pertencia ao casal e “B” com o valor, em pecúnia, correspondente a 50% do valor de avaliação do indigitado bem.

Ocorre que, após homologada a transação, “B” - que não era minimamente versada na área imobiliária - tomou ciência de que o referido imóvel fora subavaliado em montante correspondente a 1?4 do seu valor real de mercado.

Em vista disso e já considerando que não houve dolo de A ou da empresa avaliadora, bem como que as partes renunciaram, na própria transação, a ulterior alegação de qualquer vício no ato realizado, pergunta-se: poderia “B” tentar reaver judicialmente seu prejuízo em face de “A”?

Responda de forma fundamentada. A questão vale 1,0 (um) ponto.

Q10063 · Banca Própria · Promotor de Justiça (MP MS - 2012)
43
2012
Obrigações Adimplemento e extinção das obrigações. Inadimplemento das obrigações
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Em relação jurídica material de natureza civil, os contratantes, no intuito de verem cumpridas as suas cláusulas, firmaram cláusula penal, abono de pontualidade, multa penitencial e astreintes. Posteriormente, ajuizado processo judicial para discutir o enlace contratual, o MP foi instado a se manifestar.

Na qualidade de promotor(a) de justiça, qual seria seu parecer sobre a natureza jurídica, a legalidade e a possibilidade de cumulação das penas contratadas?

Responda de forma fundamentada. A questão vale 1,0 (um) ponto.

Q10064 · Banca Própria · Promotor de Justiça (MP MS - 2012)
44
2012 Direito Processual Civil
CPC/
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“João” ajuizou ação de reintegração de posse em face de “Maria”. O autor alega que adquiriu imóvel residencial localizado na Cidade de Campo Grande/MS, vendido pela ré por intermédio de seu procurador, “Manoel”, por escritura lavrada em 27 de março de 2002.

Segundo alega, a posse do imóvel, que se encontrava desocupado, foi transferida no ato da escritura, mas em 6 de maio de 2002, a ré, desrespeitando os termos do contrato, reocupou o bem, contratando faxineiras para limpá-lo e trocando as respectivas chaves de modo a impedir que o autor nele ingressasse.

A ré, respondeu a ação afirmando carência de ação possessória, porquanto o autor jamais tomara posse do imóvel controvertido.

O juiz a quo, proferiu sentença, julgando improcedente a ação, sob o fundamento de que, não obstante a transferência da propriedade, o autor nunca teria exercido a posse do imóvel, sendo o constituto possessório insuficiente para esse fim.

Pergunta-se: A decisão do magistrado de 1º grau está correta? É cabível a ação possessória de reintegração fundada exclusivamente no constituto possessório?

Responda de forma fundamentada de acordo com posição da doutrina e jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça. A questão vale 1,0 (um) ponto.

Q10081 · Banca Própria · Promotor de Justiça (MP MS - 2012)
45
2012 Direito Processual Civil
CPC/
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“A”, que já havia preenchido todos os requisitos da usucapião de determinado imóvel, muito embora nunca ajuizada a respectiva ação, perde a sua posse, por ato injusto, para “B”.

Em vista disso, pergunta-se: que demanda poderia “A” propor para reaver o imóvel de “B”? Qual sua natureza, requisitos e rito?

Responda de forma fundamentada. A questão vale 1,0 (um) ponto.

Q10084 · Banca Própria · Promotor de Justiça (MP MS - 2012)
46
2008 2,0 pontos
Direitos reais Usufruto Jurisprudência dos tribunais superiores
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Tereza Silva, solteira, constituiu usufruto vitalício sobre o imóvel de 360 m², situado à Rua Calarge, nº 20, neste município de Campo Grande-MS, em favor de seu filho, casado, José Silva, e de sua esposa, Cristina Amada Silva, visando à moradia do casal, constando do registro imobiliário que “por morte de um deles o usufruto passará ao cônjuge sobrevivente, e que por morte de ambos o imóvel retornará à plena propriedade da Sra. Tereza Silva.

Um ano após a instituição do usufruto, o casal se separou judicialmente, sendo que Cristina Amada continuou residindo no bem juntamente com seus dois filhos menores. Tereza Silva ajuizou ação de extinção de usufruto contra seu filho José Silva e sua ex-mulher Cristina Amada, sustentando que a cláusula de usufruto perdeu seu objeto, uma vez que fora instituído em benefício do casal para fins de moradia, tendo cessada a causa motivadora do direito real com a separação dos consortes.

Citados, somente Cristina ofereceu contestação, argumentando que o usufruto é vitalício e que inocorre qualquer das hipóteses de extinção previstas no art. 1.410 do CC. José Silva faleceu no curso da demanda. Questiona-se: assiste razão à requerida Cristina Amada? Fundamente.

Q70850 · Banca Própria · XXIII Promotor de Justiça (MP MS - 2008)
47
2008 2,0 pontos
Direito das sucessões Sucessão testamentária
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Quais são as principais características do testamento e que diferenças extremam as linhas limítrofes entre atos jurídicos entre vivos e o da última vontade? Fundamente.

Q70851 · Banca Própria · XXIII Promotor de Justiça (MP MS - 2008)
48
2008 1,0 ponto
Direito das sucessões Sucessão testamentária Formas Ordinárias do Testamento
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Qual a justificativa da proibição constante do art. 1.863 do CC? E qual é a exceção ao princípio da revogabilidade do testamento? Justifique.

Q70852 · Banca Própria · XXIII Promotor de Justiça (MP MS - 2008)
49
2008 2,5 pontos
Direito das sucessões Sucessão Hereditária Sucessão dos descendentes
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Bento Estrada, solteiro, faleceu em 12/06/2005, deixando bens no valor de 500.000,00 (quinhentos mil reais) e os seguintes parentes vivos: Celso e Ivone, seus tios; Mariana, sua prima; Tiago e Larissa, seus sobrinhos; filhos de Irene, sua irmã bilateral, falecida em 15/05/2005; Roberto e Priscila, seus sobrinhos, filhos de seu irmão unilateral Paulo, falecido em 14/03/2004; Antônio, sobrinho-neto, menor impúbere, filho do seu sobrinho Murilo, falecido em 07/06/2001, que também era filho de Irene; e sua companheira Luzia. Do valor dos bens acima mencionados, R$ 222.000,00 (duzentos e vinte e dois reais) foram adquiridos onerosamente na vigência da união estável.

Pergunta-se: Quem receberá a herança? Com que fundamento? Como será a mesma dividida? Quanto cada um dos beneficiários receberá? Fundamente.

Q70853 · Banca Própria · XXIII Promotor de Justiça (MP MS - 2008)
50
2008 1,5 ponto
Direito de família Regime de bens entre os cônjuges Jurisprudência dos tribunais superiores
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De acordo com o CC em vigor, é possível a alterabilidade do regime matrimonial de bens?

Se possível, a disposição se aplica ao regime obrigatório de separação de bens imposto pelo atual CC e aos casamentos ocorridos na vigência do CC de 1916?

Fundamente, abordando os aspectos relevantes à análise das questões, fazendo referência aos dispositivos legais e eventuais posicionamentos doutrinários e jurisprudenciais, se houverem.

Q70855 · Banca Própria · XXIII Promotor de Justiça (MP MS - 2008)
51
2008
Direito de família Casamento Pessoas naturais Ausência Jurisprudência dos tribunais superiores
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Passados dez anos do trânsito em julgado da sentença que concedeu a abertura da sucessão provisória do ausente João Milagres, sua esposa, Maria Helena, requereu a sucessão definitiva, configurando a morte presumida de João e a dissolução de seu casamento (cf. arts. 6º, segunda parte, e 1.571, § 1º, do CC).

No ano seguinte, o presumido morto João dos Milagres retornou e encontrou Maria Helena casada com Jorge Guerreiro. Indaga-se: Este segundo casamento de Maria Helena é válido? Fundamente. (1,0 ponto)

Q70856 · Banca Própria · XXIII Promotor de Justiça (MP MS - 2008)
52
2007
Direito das sucessões Sucessão legítima
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jerônimo se casou com Cida pelo regime de comunhão parcial de bens. Três meses após o casamento, ele recebeu herança deixada por sua mãe no valor de R$ 900,00 e cinco meses depois Cida recebeu herança deixada por seu pai no valor de R$350,00.

Na constância do casamento adquiririam bens a título oneroso no valor de R$600,00. O casal recebeu ainda por doação do pai de Jerônimo um móvel no valor de R$200,00. Tiveram cinco filhos na constância do casamento. Jerônimo faleceu deixando mulher e os cinco filhos.

Discorra sobre a meação da esposa e de cada um dos filhos apresentando o valor do cálculo individualizado das quotas partes fundamentando com dispositivos do Código Civil.

(2,0 Pontos)

Q5557 · Banca Própria · Promotor de Justiça (MP MS - 2007)
53
2007
Direito de família Relações de parentesco
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A adoção encerra diversos efeitos, tanto na órbita pessoal quanto na patrimonial. Mencione pelo menos quatro efeitos na esfera pessoal e cinco na patrimonial, fundamentando com dispositivos previstos no Código Civil.

(1,5 Ponto)

Q5558 · Banca Própria · Promotor de Justiça (MP MS - 2007)
54
2007
Direitos reais Propriedade Direito das sucessões Sucessão em geral
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Gervásio, viúvo, faleceu deixando uma propriedade com 300 hec de área chamada de "Fazenda Primavera", localizada no município de Naviraí, Mato Grosso do Sul. O falecido não deixou testamento nem herdeiro legítimo notoriamente conhecido. Os bens foram arrecadados e ficaram sob a guarda de um curador, que efetivou as diligências previstas no art. 1820 do Código Civil.

Ocorre que antes de completar um ano de publicação dos editais previstos em lei, Firmino Pato, que tinha uma posse de boa fé há mais de 15 anos na propriedade do Sr. Gervásio, ingressou com ação de usucapião.

Neste caso é possível usucapir? Fundamente.

(2,0 Pontos)

Q5559 · Banca Própria · Promotor de Justiça (MP MS - 2007)
55
2007
Contratos Espécies de contratos regulados no Código Civil Compra e venda Direitos reais de garantia Penhor, hipoteca e anticrese
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Antônio aliena a José, em 4 de janeiro de 2001, um terreno localizado na cidade de Barreiros-MG, deixando consignado na escritura, levada a registro imobiliário, a cláusula de que poderá recomprar o imóvel no prazo de dois anos.

Em 20 de março de 2001, José empresta dinheiro de Pedro dando o terreno como garantia hipotecária.

Em 15 de setembro de 2001 José faz outro negócio, desta vez com Renato, dando em garantia de segundo grau o imóvel referido. Como se trata de dívida de curto prazo, Renato requer a execução da dívida contraída por José.

Em 20 de outubro de 2002, Antônio manifesta o desejo de recomprar o imóvel vendido a José.

Diante de tal situação Antônio poderá readquirir o imóvel? Levando-se em consideração o princípio da boa-fé que norteia o Código Civil, bens hipotecados podem ser alcançados por negócios posteriores?

(2,0 Pontos)

Q5561 · Banca Própria · Promotor de Justiça (MP MS - 2007)
56
2007 Direito Processual Civil
CPC/
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Priscila e Antônio Silva, menor impúbere, mulher e filho de Renato Silva, trabalhador falecido durante o exercício de atividades laborais, propuseram ação de indenização contra Paulo Duarte, empregador do de cujus, perante o juízo da 2ª Vara Cível Residual da Comarca de Campo Grande.

Na hipótese, os autores postulam contra o empregador do falecido pensão mensal no valor de R$ 800,00 (oitocentos reais) e danos morais equivalente a 300 (trezentos) salários mínimos, em decorrência do falecimento do ente familiar em serviço.

O juiz da 2ª Vara Cível declarou a incompetência deste juízo, declinando a competência à Justiça Trabalhista.

Indaga-se: O magistrado decidiu corretamente? (Resposta fundamentada - se houver dissídio doutrinário e/ou jurisprudencial a respeito desta questão, deverá o candidato expor as posições existentes e, manifestar, fundamentadamente, o seu ponto de vista).

(2,0 Pontos)

Q5573 · Banca Própria · Promotor de Justiça (MP MS - 2007)
57
2007 Direito Processual Civil
CPC/
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Roberto Carlos, advogado militante na Comarca de Caarapó, ingressou nos autos de inventário dos bens deixados pelo falecimento de João de Deus, requerendo cópia dos referidos autos, a fim de apreciar consulta formulada por um cliente.

O pedido foi indeferido pelo magistrado fincado no argumento de que o feito estava a tramitar sob segredo de justiça, porque envolvia a divisão e a partilha de bens deixados pelo pai às suas filhas, uma delas incapaz, e que no feito se discutia o estado de filiação dos herdeiros do de cujus e o advogado não havia sido constituído para atuar nos autos, incidindo no caso os termos do art. 155, II, do CPC.

Emerge dos autos que o estado de filiação estaria evidenciado somente na circunstância de que o autor da herança havia deixado duas filhas. Verifica-se, ainda, que o segredo de justiça somente foi conferido pelo juízo quando do requerimento para extração de cópia dos autos.

Inconformado, o causídico pleiteou a reconsideração da decisão. O Magistrado abriu vistas ao Ministério Público para se manifestar sobre o pedido.

Como representante ministerial exare manifestação fundamentada.

(1,5 Ponto)

Q5574 · Banca Própria · Promotor de Justiça (MP MS - 2007)